Arquivo de Hilário Wasen - Celeste Dummer https://celestedummer.com.br/tag/hilario-wasen/ Professora e Escritora - Professora de Língua Portuguesa e Literatura da rede pública estadual gaúcha, Especialista em Literaturas – publicou livros de pesquisa histórica e peças de teatro para alunos Sun, 04 May 2014 02:58:02 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://celestedummer.com.br/wp-content/uploads/2024/04/fav-icone.png Arquivo de Hilário Wasen - Celeste Dummer https://celestedummer.com.br/tag/hilario-wasen/ 32 32 Importância do historiador e do arqueólogo https://celestedummer.com.br/importancia-do-historiador-e-do-arqueologo/ Sun, 04 May 2014 02:58:02 +0000 http://celestedummer.com.br/web/?p=441   O historiador é o profissional que estuda o homem em seus diversos momentos históricos desde o período pré-colonial até o contemporâneo. Como ferramentas de estudo...

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  O historiador é o profissional que estuda o homem em seus diversos momentos históricos desde o período pré-colonial até o contemporâneo. Como ferramentas de estudo faz uso de fontes históricas, as quais podem ser escritas (documentos, fotos, mapas), orais (relatos de quem acompanhou fato histórico) ou em forma de objetos deixados pelo homem.  No decorrer de sua vida acadêmica, o historiador desenvolve técnicas de estudo de fontes históricas, onde aprende a indagar as fontes de pesquisa:  por quem, quando e onde foram produzidas. Essas informações estão diretamente ligadas no ato da elaboração do documento da pesquisa. O olhar crítico sobre o documento e o contexto historiográfico são de suma importância para o historiador relatar o momento histórico estudado por ele. Esta crítica à fonte é uma das diferenças entre o historiador fruto da academia e o amador.

Como mencionado, o historiador – por diversas vezes – possui como fonte os objetos deixados pelo homem. Neste caso, o arqueólogo é o profissional que atua na localização, identificação e interpretação das fontes materiais. As duas ciências – interdisciplinarmente – procuram a resposta para o tema estudado. Quando as fontes escritas são raras, a arqueologia auxilia os historiadores na solução dos problemas propostos pela pesquisa. As fontes escritas produzidas por alguém, com interesse próprio ou coletivo em determinada época, devem ser indagadas. Já os restos, vestígios deixados pelo homem comprovam quando, como e onde habitava.

Para refletirmos, menciono um exemplo que remete a importância das pesquisas históricas e arqueológicas efetuadas em Vera Cruz e Vale do Rio Pardo – pelo Museu Colégio Mauá e CEPA/UNISC – desde a década de 1966 até o ano de 2008.

Neste percurso de importantes e intensas pesquisas desenvolvidas pelo Museu Mauá foi localizada a redução Jesus Maria no Município de Candelária.  Esta redução da primeira fase jesuítica, fundada pelo padre jesuíta Pedro Mola, em novembro de 1633, e destruída pelo bandeirante paulista Raposo Tavares em 1636.

O mesmo sitio arqueológico foi tema de dissertação de mestrado de Pedro Augusto Mentz Ribeiro, fundador do Centro de Ensino e Pesquisas Arqueológicas da Universidade de Santa Cruz do Sul. O pesquisador estudou com afinco os vestígios, recebendo aprovação da banca examinadora da PUC/RS.

Estas pesquisas históricas e arqueológicas disponibilizaram para o meio acadêmico e comunidade duas publicações científicas e artigos no jornal Gazeta do Sul na época.

Nos últimos anos, vem sendo efetuados passeios ciclísticos, cavalgadas e atos litúrgicos em Linha Tapera, interior de Vera Cruz, enfatizando que nesta localidade estaria localizada a sepultura do Pe Jesuita Cristóvão de Mendonza y Orellana e a redução Jesus Maria.  Atualmente, as pesquisas realizadas pelo Mauá e CEPA ganham novamente importância para a comunidade vera-cruzense.  Pois são elas que garantem a presença de sítios arqueológicos tupiguarani na região e a comprovação da redução Jesus Maria em Candelária. Sendo equivocada a criação de Parque Cultura Histórico e Ecológico na localidade de Linha Tapera por motivos históricos.

Vale lembrar que o discurso sem provas de fontes históricas, prática e experiência na área da ciência histórica ou arqueológica são inconsistentes.

Fica aqui um exemplo que o passado faz parte do nosso presente e que a academia através de seus profissionais repercute na sociedade. A influência dessas ciências esáa presente em cada momento de nossas vidas, pois fizemos história e deixamos os registros em todos os espaços por onde passamos. Nossas marcas permanecem!

As pesquisas acadêmicas influenciam na vida da sociedade? A quem devemos dar importância a ciência ou a apologia?  Estas indagações fazem sentido neste momento

Marina Amanda Barth
Historiadora e Arqueóloga
Assistente de Pesquisa Arqueológicas Cepa/Unisc
Mestre em História – Unisinos

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Um(a) simples professor(a) https://celestedummer.com.br/uma-simples-professora/ Sun, 04 May 2014 02:46:03 +0000 http://celestedummer.com.br/web/?p=435 Um simples professor! Uma simples professora! Apenas uma professorinha. Acreditem. Ainda se ouvem estas expressões nos dias em que os professores estão enfrentando grandes dilemas...

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Um simples professor! Uma simples professora! Apenas uma professorinha. Acreditem. Ainda se ouvem estas expressões nos dias em que os professores estão enfrentando grandes dilemas profissionais.

O que terá acontecido para que uma profissão e as pessoas que optaram trabalhar na área da educação tenham que suportar tanto descaso? Falta profissionalismo? É puro descaso com a educação? A sociedade se acha tão auto-suficiente que não precisa mais dos mestres para encantar as crianças para a descoberta do mundo, desafiar os estudantes para o aprendizado e construir o conhecimento?

Também são notórias – através de expressões e de políticas públicas – a pouca importância, a indiferença, a pouca importância dada aos méritos, a pouca necessidade dos educadores para os dias atuais.

Um(a) simples professor(inha), muitas vezes, é advertido(a) e condenado(a) por pais e autoridades quando assume um postura firme em relação ao respeito do tempo e espaço do grupo de indivíduos da escola.

Bem mais produtivo seria, se todos pudessem lembrar-se dos educadores que souberam lançar ideias desafiadoras, assuntos polêmicos, discussões acaloradas, questões provocativas. Tudo preparado para que o aluno se tornasse o protagonista do seu sucesso, da sua vitória, das suas conquistas, do posicionamento perante questões da vida. Um cidadão autônomo para solucionar problemas pessoais e/ou coletivos.

 

Bem mais produtivo será quando os professores assumirem, sem tréguas, a preparação e aprimoramento de sua atuação profissional, exigirem o respeito em seu espaço de trabalho e receberem remuneração justa para uma vida digna.

Sociólogos e estudiosos dos comportamentos humanos, avanços e retrocessos dos povos, sucesso e fracasso de países asseguram que uma educação de qualidade, uma determinação comprometedora com o futuro das gerações é a melhor – provavelmente a única – alternativa para o crescimento e bem estar social de todos.

 

Um simples professor ou uma simples professora passaram pelas vidas e ajudaram a formação das autoridades e gestores públicos que facilitam ou atrapalham a formação do cidadão brasileiro.  São presidentes, ministros, senadores, deputados, governadores, prefeitos e vereadores simplesmente.

Ainda falta os pais exigirem que seus filhos encontrem professores bem preparados e bem remunerados nas escolas em que matricularem seus filhos. Se todos procuram bons profissionais (médicos, dentistas, advogados, engenheiros …) para resolverem problemas e pagam o preço, por que não os melhores professores? Por que não os bem remunerados professores da rede pública?

Hilário Wasen
Professor de Geografia da Rede Pública e Orientador Educacional.

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QUE FUTURO NOS ESPERA? https://celestedummer.com.br/que-futuro-nos-espera/ Sun, 04 May 2014 02:43:32 +0000 http://celestedummer.com.br/web/?p=433 O que nos reserva a vida, a nossa casa, a cidade, o Brasil, o nosso Planeta, a escola? O amanhã nos reserva o quê? Estas...

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O que nos reserva a vida, a nossa casa, a cidade, o Brasil, o nosso Planeta, a escola? O amanhã nos reserva o quê? Estas perguntas estão presentes no meu cotidiano. Muitas dúvidas, incertezas, angústias …

Sabe-se há muito tempo que o atual sistema de ensino está defasado – muitos o classificam como falido – e esta defasagem gera consequências cruéis para o desenvolvimento socioeconômico e cultural do Brasil. Entre as citadas e debatidas incluem-se: os altos índices de evasão e repetência escolar; aprovação com notas baixas, conceitos dúbios, pareceres incompletos ou incompreensíveis, vestibulandos desprovidos de conhecimento do conteúdo básico; poucos aprovados em concurso público de nível superior; proliferação de cursos caça-níqueis; recursos públicos gastos sem critérios sérios e grande prejuízo social.

Os dados, índices e comparações com países considerados mais atrasados que o Brasil são conhecidos, mas pouco discutidos entre os educadores e o povo.

Será que é para esta finalidade que se paga 40% de impostos sobre o rendimento salarial, ou seja, trabalham-se 146 dias por ano para manter a farra de um país que dizem ser sério (até acredito), mas tem uma péssima e injusta maneira de valorizar o trabalho, premiar por merecimento, incentivar a produção de materiais úteis, construir e proteger o patrimônio cultural do povo e intelectual dos mestres, tolerar a disparidade entre o salário mínimo e máximo praticado no serviço público e privado.

A sociedade, apesar das elites dominantes com miopia administrativa crônica, deveria ter um mínimo de bom senso para ver e enxergar que nem todos estão se adaptando a esta miséria de ideias, atitudes negligentes, pura irresponsabilidade social.

Deveriam existir – e acredito que existem algumas – instituições e cursos de níveis fundamental, médio e superior sérios com boas indicações, possibilidades, maneiras de formular uma promoção social e econômica para quem ainda acredita que o trabalho braçal ou intelectual seja a melhor maneira de conquistar o bem estar.

Chega a ser irritante o gasto das verbas públicas, dinheiro do imposto do povo, e verificar os resultados de um sistema desqualificado e mal estruturado para formação de profissionais da educação. As verbas para pesquisa – especialmente para a formação de professores – são ínfimas e o resultado extremamente tímido. Os conhecimentos são reproduzidos, pois o incentivo para reflexão, reconstrução e revisão de conceitos antigos e cristalizados não se concretiza.

Fala-se muito em inclusão, no entanto a que se diz fazer é insignificante ou infrutífera. O professor brasileiro – com o salário que recebe e a oportunidade de formação oferecida – poder ser considerado um profissional incluído na sociedade?

Não se deseja defender uma prática paternalista, mas uma atitude responsável que exige comprometimento de quem gera vidas: os pais. Que os incapazes, deficientes e carentes tenham oportunidade de avançar, apesar de suas limitações.

Pairam muitas dúvidas sobre gratuidade, auxílios, anistias, incentivos, isenções, suaves ações contra criminosos e sonegadores de oportunidades para o povo.

Será que é para isto que estamos aceitando a ideia de que os valores estão mudando e os tempos são outros? A ética já não é mais a mesma ou está deixando de existir? Será inoportuno questionar a exploração humana e o acúmulo de riquezas por poucos? Devemos abandonar a idéia e o sonho de que um futuro melhor é possível?

Desculpem minha indignação, mas tenho enorme dificuldade em me adaptar ou aceitar um esquema de brincar de sério, quando se vê tanta injustiça com o povo trabalhador, com o jovem que sonha com um espaço e com as crianças que ainda não entendem e nem imaginam que futuro os espera.

Hilário Wasen
Professor de Geografia da Rede Pública e Orientador Educacional.

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Dia do Professor https://celestedummer.com.br/dia-do-professor/ Sun, 04 May 2014 02:41:43 +0000 http://celestedummer.com.br/web/?p=431 A comemoração de dias específicos, normalmente, é acompanhada de uma reflexão maior sobre seu significado e as condições de trabalho dos profissionais homenageados e no...

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A comemoração de dias específicos, normalmente, é acompanhada de uma reflexão maior sobre seu significado e as condições de trabalho dos profissionais homenageados e no Dia do Professor não pode ser diferente.

É desnecessário citar, outra vez, as dificuldades dos sobrecarregados e desprestigiados professores.

O que lentamente está aparecendo para a sociedade é o reflexo de políticas públicas de sucessivos governos e seus apoiadores descompromissados com o futuro das gerações vindouras.

A diferença entre a teoria e a prática é visível e palpável. A educação, saúde, segurança e agricultura sempre são muito bem lembradas nas campanhas eleitorais, quando todos sabem, com certeza, que falta muito para que o desejável torne-se realidade. São assuntos que sempre aparecem, porém, em seguida, são relegados a um segundo plano.

Certamente, valorizar o Professor é valorizar a Escola, no entanto o professor não é o único responsável pela formação do indivíduo. Precisa-se contar com o apoio irrestrito dos pais dentro e fora da escola, pois o aluno passa apenas 800 horas no espaço escolar e o restante do tempo está com a família e a sociedade.

Por parte dos governantes espera-se que façam da educação o seu carro chefe, recuperando alguns valores esquecidos: respeito, dignidade e cumprimento da palavra empenhada.

Outros fatores e circunstâncias poderiam ser elencadas para explicar a caótica realidade que contribuem para a formação do indivíduo, mas tenho a convicção de que não há mais tempo a perder diante das profundas desigualdades sociais, humanitárias e econômicas que envolvem a todos.

O desafio é unir governantes, educadores, família e demais segmentos da sociedade para a construção de um sistema educacional que busque articular todas as áreas do conhecimento num país em que todos tenham melhores condições de trabalho e formação baseada numa sólida postura ética, comprometimento político e social para enfrentar os desafios que se impõem na atual conjuntura.

Hilário Wasen
Professor de Geografia da Rede Pública e Orientador Educacional.

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Planejamento Familiar https://celestedummer.com.br/planejamento-familiar/ Sun, 04 May 2014 02:39:12 +0000 http://celestedummer.com.br/web/?p=429 “A causa maior de nossos problemas sempre oscila entre a ignorância e a negligência” é a frase de Joseph Wolfgang Von Goethe que pode ser...

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“A causa maior de nossos problemas sempre oscila entre a ignorância e a negligência” é a frase de Joseph Wolfgang Von Goethe que pode ser usada por toda pessoa ou sociedade que pensa iniciar uma nova jornada e acredita que é preciso planejar.

Planejar, por definição, significa projetar, traçar, elaborar um roteiro, programar ações e estabelecer um ponto de chegada. É, também, cercar-se de possibilidades positivas, acreditar que vai dar certo. Ao mesmo tempo ter certeza das intenções e da realidade que nos cerca. Avaliar todas as etapas – começo, meio e fim – e replanejar sempre que necessário for.

O planejamento deve existir em todas as áreas: social, pessoal, familiar, financeira, profissional, pública ou privada. Com a sua ausência poderemos ser surpreendidos e termos de abandonar o nosso projeto de vida. Não é razoável simplesmente apostar, arriscar, contar com a sorte, deixar a vida rolar, ver o que pode acontecer.

Por estas e outras razões estou me manifestando, sem polemizar ou ser dono da verdade. Quero manifestar minha preocupação, dar a minha contribuição, minha cota de responsabilidade social, sugerindo a discussão ampla, reflexão e debate intensos – sem hipocrisia – pela imprensa escrita e falada, órgãos e entidades governamentais, toda a sociedade brasileira, sobre a necessidade do planejamento familiar.

Somos livres. Temos uma liberdade individual, mas precisamos assumir uma responsabilidade social. Não podemos simplesmente fazer o que bem entendemos, pois não temos o direito de prejudicar os outros e muito menos transferir os nossos compromissos e nossas responsabilidades.

Na minha concepção, todo indivíduo que quisesse constituir família, o razoável seria ter condições básicas para tal: condições financeiras e equilíbrio emocional para assegurar um crescimento tranquilo e vida digna a todos os integrantes do grupo familiar. Significa não apenas comida, roupa e moradia, mas, também, capacidade de educar os filhos com amor, carinho, atenção e tempo para acompanhá-los na vida escolar e apoiá-los na escolha de uma profissão.

O que presenciamos atualmente é um crescimento populacional em progressão geométrica e a destinação de recursos e programas de planejamento integral e responsável infinitamente menores. Parece-me que isto precisa ser trabalhado, ser debatido por aqueles que se dizem amigos da natureza, defensores do meio ambiente e da dignidade humana. A população brasileira duplica num período cada vez menor (em 1970 éramos 90 milhões).

Quando se quer tratar do assunto com seriedade, enfrentamos a omissão, a demagogia, o cinismo, a ignorância, o descaso e a arrogância de alguns que se autointitulam responsáveis pela saúde, educação, ensino, emprego, justiça, salário, aposentadoria e muitas outras promessas, mas somente defendem os seus interesses pessoais. Em consequência, continua ou aumenta a prostituição, a favela, a droga, o vandalismo, a violência, a desnutrição. A irresponsabilidade vai aumentando, atingindo a todos direta ou indiretamente, sem distinção de classe social. É só querer enxergar.

Com certeza há teóricos e teorias que explicam toda a realidade e amenizam alguns problemas desta sociedade excludente, egoísta, individualista – resultado do sistema capitalista selvagem – onde predomina a concentração de renda. Também temos um modelo de ensino e de escolas que fazem questão de não ler a realidade da comunidade e da família de seus alunos. Aliado a tudo isto temos a liberação de costumes, hábitos, banalização da violência e do sexo, a desestruturação do núcleo familiar, gerando filhos órfãos de pais vivos. A sangria da riqueza produzida pelo povo e seus resultados na melhoria da vida é uma ofensa á dignidade humana existente.

Nem tudo está perdido. Muitas vozes já soam pelo Brasil afora. Uma vanguarda corajosa já está pensando em alternativas. É necessária a união de esforços para o bem do futuro da sociedade para não perdermos a guerra para nós mesmos.

O planejamento familiar é de suma importância. É preciso coragem, planejamento realista e programas ousados para resgatar e assegurar uma vida digna às pessoas com educação, emprego, assistência médica, perspectiva de futuro para os dependentes.

Seja bem-vindo ao debate e ao trabalho para a construção de alternativas. Podemos errar por não entendermos todas as dificuldades existentes, mas não devemos correr o risco da negligência.

Hilário Wasen
Professor de Geografia da Rede Pública e Orientador Educacional.

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A família e a sociedade https://celestedummer.com.br/a-familia-e-a-sociedade/ Sun, 04 May 2014 02:36:10 +0000 http://celestedummer.com.br/web/?p=427 Chegam a ser preocupantes as frequentes notícias, reportagens e entrevistas que divulgam dados sobre as drogas lícitas ou ilícitas, naturais ou sintéticas, receitadas ou não....

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Chegam a ser preocupantes as frequentes notícias, reportagens e entrevistas que divulgam dados sobre as drogas lícitas ou ilícitas, naturais ou sintéticas, receitadas ou não. Deve-se, por uma questão óbvia, fazer ressalvas quanto às drogas (medicamentos).

No caso dos medicamentos são uma recomendação médica. Isto, no entanto, não deixa de ser um paliativo, mas necessário para amenizar um problema momentâneo, tornando-se, às vezes, inevitável um uso mais prolongado ou até mesmo permanente. Este uso precisa de acompanhamento constante de um profissional da saúde que tem o compromisso de ver seu paciente curado ou aliviado dos efeitos de uma enfermidade indesejada, desconfortável.

Os fatos e dados estatísticos divulgados dizem respeito às drogas e o que gira em torno delas, o volume de dinheiro e o número de pessoas envolvidas.

Acredito que não estou sozinho, uma vez que atuo na área educacional onde se manifestam as mais diversas formas de convivência com substâncias tóxicas, deixando claro que o ser humano é único na ação e reação diante de seus atos e formas interpretação dos fato.

A reflexão faz pensar sobre as gerações que estão envolvidas com a produção ou uso de drogas. Os usuários querendo se iludir, fugir de uma realidade, de uma situação adversa, pensando que vão mudar o quadro. Isto com certeza não ocorrerá porque partem do princípio de que para ultrapassar obstáculos da vida precisa-se de auxílio, de uma muleta.

Tal opção pode virar um vício, um caminho mais perigoso e difícil do que enfrentar as adversidades com coragem e determinação.

Muitos talvez sejam usuários porque se veem excluídos de uma sociedade que não possibilita a satisfação das necessidades básicas do ser humano, ou seja, a dignidade, a capacidade de produção, a sensação de pertencimento. Deparam-se com angústias, frustrações, decepções, baixa autoestima, curiosidades, ociosidade.

Para cada caso deve-se identificar as possíveis causas e razões para estas manifestações e não ter medo de enfrentá-los. Como sugestão para pais ou responsáveis sugere-se que fiquem atentos ao comportamento dos filhos, seu rendimento escolar, às mudanças de atitudes, reações em relação aos membros da família, relacionamento com grupo de amigos, horários de saída e chegada em casa, seus medos e desejos quanto às questões amorosas, a vontade de emancipar-se e ser autônomo (auto-suficiente) financeiramente.

Muitos pais não se dão conta da necessidade de educar seus filhos com exemplo de vida, administração de seus ganhos e gastos, estabelecer prioridades, fazer orçamento doméstico e dessa forma poderem constatar que nem tudo é possível e que temos necessidades básicas e que as supérfluas são adiáveis.

Com certeza, os filhos aprenderão desde cedo o que é possível fazer, entendendo que as vontades e os sonhos têm limites e isto evitará frustrações, aprendendo a lidar com as adversidades e desigualdades de uma sociedade de consumo.

Acrescenta-se a tudo isso a importância da valorização da família e o controle da natalidade (gerar apenas os filhos que podem ser sustentados e educados), pois muitos pais apenas põem filhos no mundo – não têm a mínima condição de sustentá-los e dar-lhes uma educação razoável. Oportunizar ao jovem a possibilidade de participar de grupos com atividades sadias (culturais ou esportivas), criar uma conscientização do prazer da vida e da paz, organizar-se para criar um lar e uma sociedade capaz de enfrentar e superar os incalculáveis malefícios causados pelo uso de drogas.

Hilário Wasen

Professor de Geografia da Rede Pública e Orientador Educacional.

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Educação, sempre a educação https://celestedummer.com.br/educacao-sempre-a-educacao/ Sun, 04 May 2014 02:34:23 +0000 http://celestedummer.com.br/web/?p=425 A cada novo período eleitoral ressurgem as promessas de campanha em que a educação é defendida em discursos inflamados e emocionados. Todos defendem que a...

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A cada novo período eleitoral ressurgem as promessas de campanha em que a educação é defendida em discursos inflamados e emocionados. Todos defendem que a educação é a solução para os problemas sociais e econômicos. Somente uma sociedade alfabetizada, culta, capaz de compreender a importância dos direitos e deveres, com profissionais qualificados e respeitados, o mercado de trabalho seria mais justo. Exercer a cidadania em sua plenitude é exaltado.

O povo gaúcho participa de eleições a cada dois anos – e nos intervalos elege diretores das escolas públicas estaduais e algumas municipais – com a promessa e esperança de que, finalmente, a mudança, a solução, a qualidade chegará.

Parece que a frequência com que a comunidade é convidada para eleger seus representantes e governantes deveria assegurar uma rápida correção dos erros, equívocos ou desvios de rota dos órgãos e serviços públicos. O número de conselhos municipais e comunitários envolve um grande número de pessoas. E o resultado prático?

A realidade e a prática diária constatada, no entanto, fica longe deste sonho acalentado e defendido pelos postulantes aos cargos disputados. Quando muda um diretor, um secretário, um coordenador, um prefeito, muda tudo. Instala-se uma instabilidade constante. Estado, município e comunidades não conseguem construir caminhos, traçar metas, planejar estratégias, trabalhar para a melhoria da prestação de serviços e, muito menos, alcançar uma educação de qualidade, uma formação de indivíduos úteis à sociedade.

O cidadão convive com uma estabilidade muito baixa de políticas públicas. No sistema educacional ignoram-se os Parâmetros Curriculares Nacionais, interpretam-se mal as normas vigentes, burlam-se as leis. O poder público oscila demasiadamente. Chega-se para mudar. Nem sempre construir. Seguidamente, desmontar sem tempo, sem vontade ou competência para reconstruir.

A educação vive um período conflitante quando envolve eleição ou indicação de diretores, nomeação ou contratação de professores, aplicação recursos financeiros, adequação de espaço físico, aquisição de material pedagógico, plano de carreira, salários dignos e justos. Arrasta-se num marasmo quando trata de envolvimento comunitário, proposta pedagógica, qualidade do processo ensino-aprendizagem.

Hilário Wasen

Professor de Geografia da Rede Pública e Orientador Educacional.

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Educação como mercadoria https://celestedummer.com.br/educacao-como-mercadoria/ Sun, 04 May 2014 02:30:57 +0000 http://celestedummer.com.br/web/?p=423 Em um mundo mercantilizado em seus múltiplos aspectos, a Educação não escapou. Como o dinheiro compra tudo, hoje também pode comprar diplomas, títulos, boas notas,...

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Em um mundo mercantilizado em seus múltiplos aspectos, a Educação não escapou. Como o dinheiro compra tudo, hoje também pode comprar diplomas, títulos, boas notas, bons conceitos, recomendação para publicação, divulgação em eventos… Apenas mais alguns itens na prateleira do consumismo. “O dinheiro é a medida de todas as coisas, e o lucro, seu objeto principal.”

Este é um problema agravado pela crise da família. Os pais estafados cultivam uma educação baseada na compensação material e transferem para a escola as funções básicas da criação de uma criança que deve se encaixar perfeitamente neste modelo mercadológico. Lá é um cliente e deve ter razão. Não pode ser frustrado em suas expectativas. Seus desejos devem ser satisfeitos. Não pode ser reprovado quando tem atitudes reprováveis.

Esta constatação leva um cidadão atento a indagar: o que opera no indivíduo a lógica do eu, eu, eu? Como passar para o nós e para a solidariedade, a compreensão das necessidades coletivas, para a aceitação do fracasso e a busca de alternativas para alcançar o sucesso?

Saber é uma atribuição adquirida pelo estudo e  impossível de ser comprada, mas com a conivência de instituições meramente mercadológicas, a sociedade reproduz a “ilusão do saber.” Parece que portar um certificado com boas notas e bons pareceres é a garantia. No mundo pós-moderno, a pessoa pode ter seu diploma, desde que pague pela obtenção. Provar na prática… aí complica.

Com frequência depara-se com profissionais que não foram exigidos academicamente por sua instituição de ensino e perderam qualquer parâmetro avaliativo em sua intelectualidade.

O ensino adepto da lógica comercialista tende a prejudicar o amadurecimento existencial do indivíduo, bestificado pela permissividade dos seus pais e preservado pela lógica do capital, perde o senso de responsabilidade perante o mundo. Um incapaz de se responsabilizar por seus atos.

Outra pergunta: a culpa é de quem?

Hilário Wasen

Professor  de Geografia da Rede Pública e Orientador Educacional.

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