Arquivo de Rede Pública - Celeste Dummer https://celestedummer.com.br/tag/rede-publica/ Professora e Escritora - Professora de Língua Portuguesa e Literatura da rede pública estadual gaúcha, Especialista em Literaturas – publicou livros de pesquisa histórica e peças de teatro para alunos Sun, 04 May 2014 02:46:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://celestedummer.com.br/wp-content/uploads/2024/04/fav-icone.png Arquivo de Rede Pública - Celeste Dummer https://celestedummer.com.br/tag/rede-publica/ 32 32 Um(a) simples professor(a) https://celestedummer.com.br/uma-simples-professora/ Sun, 04 May 2014 02:46:03 +0000 http://celestedummer.com.br/web/?p=435 Um simples professor! Uma simples professora! Apenas uma professorinha. Acreditem. Ainda se ouvem estas expressões nos dias em que os professores estão enfrentando grandes dilemas...

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Um simples professor! Uma simples professora! Apenas uma professorinha. Acreditem. Ainda se ouvem estas expressões nos dias em que os professores estão enfrentando grandes dilemas profissionais.

O que terá acontecido para que uma profissão e as pessoas que optaram trabalhar na área da educação tenham que suportar tanto descaso? Falta profissionalismo? É puro descaso com a educação? A sociedade se acha tão auto-suficiente que não precisa mais dos mestres para encantar as crianças para a descoberta do mundo, desafiar os estudantes para o aprendizado e construir o conhecimento?

Também são notórias – através de expressões e de políticas públicas – a pouca importância, a indiferença, a pouca importância dada aos méritos, a pouca necessidade dos educadores para os dias atuais.

Um(a) simples professor(inha), muitas vezes, é advertido(a) e condenado(a) por pais e autoridades quando assume um postura firme em relação ao respeito do tempo e espaço do grupo de indivíduos da escola.

Bem mais produtivo seria, se todos pudessem lembrar-se dos educadores que souberam lançar ideias desafiadoras, assuntos polêmicos, discussões acaloradas, questões provocativas. Tudo preparado para que o aluno se tornasse o protagonista do seu sucesso, da sua vitória, das suas conquistas, do posicionamento perante questões da vida. Um cidadão autônomo para solucionar problemas pessoais e/ou coletivos.

 

Bem mais produtivo será quando os professores assumirem, sem tréguas, a preparação e aprimoramento de sua atuação profissional, exigirem o respeito em seu espaço de trabalho e receberem remuneração justa para uma vida digna.

Sociólogos e estudiosos dos comportamentos humanos, avanços e retrocessos dos povos, sucesso e fracasso de países asseguram que uma educação de qualidade, uma determinação comprometedora com o futuro das gerações é a melhor – provavelmente a única – alternativa para o crescimento e bem estar social de todos.

 

Um simples professor ou uma simples professora passaram pelas vidas e ajudaram a formação das autoridades e gestores públicos que facilitam ou atrapalham a formação do cidadão brasileiro.  São presidentes, ministros, senadores, deputados, governadores, prefeitos e vereadores simplesmente.

Ainda falta os pais exigirem que seus filhos encontrem professores bem preparados e bem remunerados nas escolas em que matricularem seus filhos. Se todos procuram bons profissionais (médicos, dentistas, advogados, engenheiros …) para resolverem problemas e pagam o preço, por que não os melhores professores? Por que não os bem remunerados professores da rede pública?

Hilário Wasen
Professor de Geografia da Rede Pública e Orientador Educacional.

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QUE FUTURO NOS ESPERA? https://celestedummer.com.br/que-futuro-nos-espera/ Sun, 04 May 2014 02:43:32 +0000 http://celestedummer.com.br/web/?p=433 O que nos reserva a vida, a nossa casa, a cidade, o Brasil, o nosso Planeta, a escola? O amanhã nos reserva o quê? Estas...

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O que nos reserva a vida, a nossa casa, a cidade, o Brasil, o nosso Planeta, a escola? O amanhã nos reserva o quê? Estas perguntas estão presentes no meu cotidiano. Muitas dúvidas, incertezas, angústias …

Sabe-se há muito tempo que o atual sistema de ensino está defasado – muitos o classificam como falido – e esta defasagem gera consequências cruéis para o desenvolvimento socioeconômico e cultural do Brasil. Entre as citadas e debatidas incluem-se: os altos índices de evasão e repetência escolar; aprovação com notas baixas, conceitos dúbios, pareceres incompletos ou incompreensíveis, vestibulandos desprovidos de conhecimento do conteúdo básico; poucos aprovados em concurso público de nível superior; proliferação de cursos caça-níqueis; recursos públicos gastos sem critérios sérios e grande prejuízo social.

Os dados, índices e comparações com países considerados mais atrasados que o Brasil são conhecidos, mas pouco discutidos entre os educadores e o povo.

Será que é para esta finalidade que se paga 40% de impostos sobre o rendimento salarial, ou seja, trabalham-se 146 dias por ano para manter a farra de um país que dizem ser sério (até acredito), mas tem uma péssima e injusta maneira de valorizar o trabalho, premiar por merecimento, incentivar a produção de materiais úteis, construir e proteger o patrimônio cultural do povo e intelectual dos mestres, tolerar a disparidade entre o salário mínimo e máximo praticado no serviço público e privado.

A sociedade, apesar das elites dominantes com miopia administrativa crônica, deveria ter um mínimo de bom senso para ver e enxergar que nem todos estão se adaptando a esta miséria de ideias, atitudes negligentes, pura irresponsabilidade social.

Deveriam existir – e acredito que existem algumas – instituições e cursos de níveis fundamental, médio e superior sérios com boas indicações, possibilidades, maneiras de formular uma promoção social e econômica para quem ainda acredita que o trabalho braçal ou intelectual seja a melhor maneira de conquistar o bem estar.

Chega a ser irritante o gasto das verbas públicas, dinheiro do imposto do povo, e verificar os resultados de um sistema desqualificado e mal estruturado para formação de profissionais da educação. As verbas para pesquisa – especialmente para a formação de professores – são ínfimas e o resultado extremamente tímido. Os conhecimentos são reproduzidos, pois o incentivo para reflexão, reconstrução e revisão de conceitos antigos e cristalizados não se concretiza.

Fala-se muito em inclusão, no entanto a que se diz fazer é insignificante ou infrutífera. O professor brasileiro – com o salário que recebe e a oportunidade de formação oferecida – poder ser considerado um profissional incluído na sociedade?

Não se deseja defender uma prática paternalista, mas uma atitude responsável que exige comprometimento de quem gera vidas: os pais. Que os incapazes, deficientes e carentes tenham oportunidade de avançar, apesar de suas limitações.

Pairam muitas dúvidas sobre gratuidade, auxílios, anistias, incentivos, isenções, suaves ações contra criminosos e sonegadores de oportunidades para o povo.

Será que é para isto que estamos aceitando a ideia de que os valores estão mudando e os tempos são outros? A ética já não é mais a mesma ou está deixando de existir? Será inoportuno questionar a exploração humana e o acúmulo de riquezas por poucos? Devemos abandonar a idéia e o sonho de que um futuro melhor é possível?

Desculpem minha indignação, mas tenho enorme dificuldade em me adaptar ou aceitar um esquema de brincar de sério, quando se vê tanta injustiça com o povo trabalhador, com o jovem que sonha com um espaço e com as crianças que ainda não entendem e nem imaginam que futuro os espera.

Hilário Wasen
Professor de Geografia da Rede Pública e Orientador Educacional.

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Dia do Professor https://celestedummer.com.br/dia-do-professor/ Sun, 04 May 2014 02:41:43 +0000 http://celestedummer.com.br/web/?p=431 A comemoração de dias específicos, normalmente, é acompanhada de uma reflexão maior sobre seu significado e as condições de trabalho dos profissionais homenageados e no...

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A comemoração de dias específicos, normalmente, é acompanhada de uma reflexão maior sobre seu significado e as condições de trabalho dos profissionais homenageados e no Dia do Professor não pode ser diferente.

É desnecessário citar, outra vez, as dificuldades dos sobrecarregados e desprestigiados professores.

O que lentamente está aparecendo para a sociedade é o reflexo de políticas públicas de sucessivos governos e seus apoiadores descompromissados com o futuro das gerações vindouras.

A diferença entre a teoria e a prática é visível e palpável. A educação, saúde, segurança e agricultura sempre são muito bem lembradas nas campanhas eleitorais, quando todos sabem, com certeza, que falta muito para que o desejável torne-se realidade. São assuntos que sempre aparecem, porém, em seguida, são relegados a um segundo plano.

Certamente, valorizar o Professor é valorizar a Escola, no entanto o professor não é o único responsável pela formação do indivíduo. Precisa-se contar com o apoio irrestrito dos pais dentro e fora da escola, pois o aluno passa apenas 800 horas no espaço escolar e o restante do tempo está com a família e a sociedade.

Por parte dos governantes espera-se que façam da educação o seu carro chefe, recuperando alguns valores esquecidos: respeito, dignidade e cumprimento da palavra empenhada.

Outros fatores e circunstâncias poderiam ser elencadas para explicar a caótica realidade que contribuem para a formação do indivíduo, mas tenho a convicção de que não há mais tempo a perder diante das profundas desigualdades sociais, humanitárias e econômicas que envolvem a todos.

O desafio é unir governantes, educadores, família e demais segmentos da sociedade para a construção de um sistema educacional que busque articular todas as áreas do conhecimento num país em que todos tenham melhores condições de trabalho e formação baseada numa sólida postura ética, comprometimento político e social para enfrentar os desafios que se impõem na atual conjuntura.

Hilário Wasen
Professor de Geografia da Rede Pública e Orientador Educacional.

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A família e a sociedade https://celestedummer.com.br/a-familia-e-a-sociedade/ Sun, 04 May 2014 02:36:10 +0000 http://celestedummer.com.br/web/?p=427 Chegam a ser preocupantes as frequentes notícias, reportagens e entrevistas que divulgam dados sobre as drogas lícitas ou ilícitas, naturais ou sintéticas, receitadas ou não....

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Chegam a ser preocupantes as frequentes notícias, reportagens e entrevistas que divulgam dados sobre as drogas lícitas ou ilícitas, naturais ou sintéticas, receitadas ou não. Deve-se, por uma questão óbvia, fazer ressalvas quanto às drogas (medicamentos).

No caso dos medicamentos são uma recomendação médica. Isto, no entanto, não deixa de ser um paliativo, mas necessário para amenizar um problema momentâneo, tornando-se, às vezes, inevitável um uso mais prolongado ou até mesmo permanente. Este uso precisa de acompanhamento constante de um profissional da saúde que tem o compromisso de ver seu paciente curado ou aliviado dos efeitos de uma enfermidade indesejada, desconfortável.

Os fatos e dados estatísticos divulgados dizem respeito às drogas e o que gira em torno delas, o volume de dinheiro e o número de pessoas envolvidas.

Acredito que não estou sozinho, uma vez que atuo na área educacional onde se manifestam as mais diversas formas de convivência com substâncias tóxicas, deixando claro que o ser humano é único na ação e reação diante de seus atos e formas interpretação dos fato.

A reflexão faz pensar sobre as gerações que estão envolvidas com a produção ou uso de drogas. Os usuários querendo se iludir, fugir de uma realidade, de uma situação adversa, pensando que vão mudar o quadro. Isto com certeza não ocorrerá porque partem do princípio de que para ultrapassar obstáculos da vida precisa-se de auxílio, de uma muleta.

Tal opção pode virar um vício, um caminho mais perigoso e difícil do que enfrentar as adversidades com coragem e determinação.

Muitos talvez sejam usuários porque se veem excluídos de uma sociedade que não possibilita a satisfação das necessidades básicas do ser humano, ou seja, a dignidade, a capacidade de produção, a sensação de pertencimento. Deparam-se com angústias, frustrações, decepções, baixa autoestima, curiosidades, ociosidade.

Para cada caso deve-se identificar as possíveis causas e razões para estas manifestações e não ter medo de enfrentá-los. Como sugestão para pais ou responsáveis sugere-se que fiquem atentos ao comportamento dos filhos, seu rendimento escolar, às mudanças de atitudes, reações em relação aos membros da família, relacionamento com grupo de amigos, horários de saída e chegada em casa, seus medos e desejos quanto às questões amorosas, a vontade de emancipar-se e ser autônomo (auto-suficiente) financeiramente.

Muitos pais não se dão conta da necessidade de educar seus filhos com exemplo de vida, administração de seus ganhos e gastos, estabelecer prioridades, fazer orçamento doméstico e dessa forma poderem constatar que nem tudo é possível e que temos necessidades básicas e que as supérfluas são adiáveis.

Com certeza, os filhos aprenderão desde cedo o que é possível fazer, entendendo que as vontades e os sonhos têm limites e isto evitará frustrações, aprendendo a lidar com as adversidades e desigualdades de uma sociedade de consumo.

Acrescenta-se a tudo isso a importância da valorização da família e o controle da natalidade (gerar apenas os filhos que podem ser sustentados e educados), pois muitos pais apenas põem filhos no mundo – não têm a mínima condição de sustentá-los e dar-lhes uma educação razoável. Oportunizar ao jovem a possibilidade de participar de grupos com atividades sadias (culturais ou esportivas), criar uma conscientização do prazer da vida e da paz, organizar-se para criar um lar e uma sociedade capaz de enfrentar e superar os incalculáveis malefícios causados pelo uso de drogas.

Hilário Wasen

Professor de Geografia da Rede Pública e Orientador Educacional.

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