Arquivo de Opinião - Celeste Dummer https://celestedummer.com.br/category/opiniao/ Professora e Escritora - Professora de Língua Portuguesa e Literatura da rede pública estadual gaúcha, Especialista em Literaturas – publicou livros de pesquisa histórica e peças de teatro para alunos Fri, 22 Nov 2019 21:46:34 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://celestedummer.com.br/wp-content/uploads/2024/04/fav-icone.png Arquivo de Opinião - Celeste Dummer https://celestedummer.com.br/category/opiniao/ 32 32 Não sou o problema https://celestedummer.com.br/nao-sou-o-prolema/ Fri, 22 Nov 2019 21:46:34 +0000 http://celestedummer.com.br/web/?p=759 No último dia 14 de novembro estivemos participando da paralisação contra o pacote do governo Leite, que liquida nossos direitos, dos professores. Minha mãe é...

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No último dia 14 de novembro estivemos participando da paralisação contra o pacote do governo Leite, que liquida nossos direitos, dos professores.

Minha mãe é professora, hoje aposentada, e ensinava-me a importância de respeitar, valorizar e acreditar na educação.

 Durante anos, vi ela se dedicando e por muitas vezes chegando exausta e estressada em casa por conta dos problemas. Assim como também vi, inúmeras vezes, ela chegando feliz, emocionada e esperançosa quando seus estudantes tinham êxito, demonstravam evolução como pessoa e seres humanos.

 E ela, por muitas vezes, dizia-me “eu não sou o problema, sou a solução”.
Fui crescendo e acreditando veementemente na educação pública, no poder do professor de mudar o mundo, através das crianças e jovens.

Escolhi ser professora. Escolhi para fazer a diferença.
Escolhi para transmitir cidadania, persistência e força.
Escolhi para deixar um legado de que precisamos pensar em nós, mas também no outro, pois juntos, somos mais fortes. Escolhi para ser A SOLUÇÃO E NÃO O PROBLEMA.

Hoje, em meio a esse caos, me vejo refletindo sobre o passado e o futuro da educação pública. E, no que depender de mim, haverá luta.

Todos precisamos entender que a educação é o único jeito de transformar o pensamento, de esclarecer, de preparar, de alertar e amparar a população, que necessita abrir os olhos urgentemente.

E ela precisa estar ao alcance de TODOS. Precisa ser pública e de qualidade. Qualidade que está sendo tirada com esse pacote proposto pelo governo, que desvaloriza o estudo que eu pago atualmente às duras penas, com meu salário atrasado há quase 50 meses.

 Eu estudo e me preparo para entrar em sala de aula e dar o melhor que posso para os estudantes, assim como meus colegas. Meu salário não é o problema, meu cargo não é o problema, eu não sou o problema, SOU A SOLUÇÃO!

Comunidades escolares, entendam, apoiem, participem dos atos, valorizem os professores que vocês tiveram para que ainda possam tê-los futuramente.

“Eu não sou o problema, sou a solução”! 

Essa frase faz história na minha vida e na vida dos professores. @dalbonibatista.

Avante, colegas, pelo futuro da educação pública de qualidade! Nenhum direito a menos para a população gaúcha!💪🏼🤝🏼❤📚👩🏻🏫 #educação #professor

 

Inajara Batista Jaroszewski. Professora da Escola Dom Vidal em Carlos Barbosa, RS.

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Profissão de fé https://celestedummer.com.br/profissao-de-fe/ Tue, 10 Nov 2015 23:11:44 +0000 http://celestedummer.com.br/web/?p=685 Ainda ontem conversava com meu espelho: “Modernismo, texto dissertativo-argumentativo, verbos dissentis, Romantismo, objetos direto e indireto…”. Até que no processo acabei me esquecendo de pentear...

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Ainda ontem conversava com meu espelho: “Modernismo, texto dissertativo-argumentativo, verbos dissentis, Romantismo, objetos direto e indireto…”. Até que no processo acabei me esquecendo de pentear os cabelos. Putz! Agora eu lembro, era isso que fui fazer. Enfim, caminhei pela casa e – descabelado mesmo – pensei: “Vou trabalhar a linguagem num poema de Oswald de Andrade!” Sentei e pus-me a procurar, acabei esbarrando numa gramática. Olhei o que havia nela. Passei para outro livro… “Ah, é este! Vem pra cá Simões Lopes Neto!” Pronto, folhei. Reli um dos contos e, novamente, me emocionei com ele. “Como está diferente da última vez!” Abri o computador e escrevi (sou desses professores que gastam a vida escrevendo). ‘Boi velho’ foi minha escolha. Pronto, pude pensar melhor nos dois – no que leu e no que releu – ambos eu mesmo. Mas e as aulas? Precisava pensar mais. Onde foi que parei? Já sei… Mas o Guimarães Rosa me levou para outro lado. Prorroguei. A peregrinação me fez assim, fiquei com os dois. Pronto, devem bastar. Escrevi mais um texto, queria provar que dava mesmo. Tomei um banho (sem tirar da cabeça as aulas que precisava dar) e fui. Só que tive que voltar. Sim, esqueci-me de pentear os cabelos outra vez. “Droga, nem tomei café. Deixa pra lá! Vou pôr o chapéu.”
“Bom dia!” Nada. Quem não ‘barulhava’ ‘barulhava-se’ com um fone de ouvidos enfeitando as orelhas. Olhei para o lado, um menino de costas. Para o outro, uma menina brava por conta do último sermão. “Chamada!” Esperei uns minutos. E lá se foram quinze outros até tudo se estabilizar, pelo menos relativamente. “Guarda o celular, rapaz!” E mais beiços. Cultivei mais alguns ranços ao ter que elevar a voz. Prossegui, afinal, tinha muito a falar (Desejaria ouvir, claro! Quem dera!). Olhei para o relógio e percebi que aquilo tudo devorou o tempo que tínhamos. Bom, até que não foi de todo mal. O dia passou muito mais rápido do que eu havia previsto. Um novo carpe diem exigia sua vez. E lá estava eu de fronte ao espelho novamente…
‘Não trabalha. Professor não trabalha!’ Mínima que já virou máxima entre os clichés mais utilizados no Brasil. Se concordo? Amigos, neste exato momento estou pensando numa possível aula, a coisa não nos abandona! Por isso não me impressiona quando alguém afirma ser esta uma profissão de fé, de esforço. Sou feliz nessa vida? Óbvio que sim. Contudo, o desafio diário nos envelhece. Há pouco retorno. Dos muitos, poucos salvamos. Dos salvos, só alguns não caem. Acho que estar aposentado é passear na rua e observar os que deram e os que não deram certo. E talvez, só talvez o tempo nos diga se aquilo tudo valeu a pena – e geralmente valem.

Professor Mestre Dilso J. dos Santos

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19 de abril https://celestedummer.com.br/19-de-abril/ Wed, 15 Apr 2015 22:58:11 +0000 http://celestedummer.com.br/web/?p=616 Nesta data é comemorado o Dia do Índio, primeiro ocupante da terra brasileira. É neste momento que, habitualmente, a comunidade escolar realiza visitas a museus...

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Nesta data é comemorado o Dia do Índio, primeiro ocupante da terra brasileira. É neste momento que, habitualmente, a comunidade escolar realiza visitas a museus e centro de pesquisas que organizam exposições, palestras e atividades lúdicas. As instituições recebem os visitantes e demonstram as descobertas e suas pesquisas na área.

É momento propício para demonstrar à comunidade as importantes contribuições deste grupos humanos na formação da sociedade e como estas informações são adquiridas pela ciência arqueológica. Informando, apresentando os vestígios arqueológicos Pré-coloniais deixados pelo homem e protegidos por lei como patrimônio arqueológico, pois reapresentam uma forma de fazer e criar do maior período da história.

A importância desta ciência se deve a sua fonte de estudo, às marcas e vestígios culturais deixados pelo homem no meio ambiente em que viveram no passado e analisados pelos arqueólogos. Estes estudos são de suma importância, pois – por diversas vezes – são os vestígios humanos que desvendam sítios históricos (reduções, rotas de tropeiros), confirmando ou não os registros escritos. As fontes históricas ou sítios pré-coloniais locais de vestígios deixados pelos povos que não dominavam a escrita, antes da chegada do europeu, têm seus vestígios os únicos documentos disponíveis para desvendar os estilo de vida destes homens.
Os sítios arqueológicos localizados demonstram que – desde o principio – o ser humano se adaptava ao meio em que vivia, criando técnicas de produção de artefatos de pedra (talhadores, pontas de flecha e lanças e a boleadeira) para caçar animais. Sua subsistência era composta principalmente pela caça de animais e coleta de frutos, portanto, seu bando era reduzido devido à locomoção para adquirir o alimento.

Em Vera Cruz, grupos de índios da Tradição Vieira habitaram Entre Rios e Rincão da Serra. Já os pertencentes à Tradição Umbu deixaram vestígios em Dona Josefa e Ferraz.

Posteriormente, vindos da Amazônia outro grupo chega ao Rio Grande do Sul trazendo a técnica do cultivo e da produção da cerâmica, os tupiguarani. Viviam próximos às grandes várzeas dos rios onde a fertilidade do solo permitia alta produtividade das culturas cultivadas: milho, feijão, bata-doce, amendoim e abóbora, além da erva mate. São produtos que compõem a dieta alimentar da sociedade atual, inclusive o chimarrão gaúcho.

Outra exemplo de grupo humano que se adaptou ao meio é denominado pelos arqueólogos como ceramista horticultor da Tradição Taquara. Descendem deste os índios kaingangues que comercializam seus artesanato, as cestarias, cultivando suas tradições. Estes grupos, no passado, habitavam a serra gaucha e, devido à intensidade de temperaturas baixas, faziam suas casas subterrâneas onde se abrigavam do frio. Seus registros culturais são a mão de pilão utilizada para amassar as pinhas dos pinheiros muito apreciadas pelos índios deste grupo e também consumido pelo homem atual.

Somente citamos algumas curiosidades deste nossos primeiro moradores e um pouco do legado cultural que nos deixaram: a boleadeira – utilizada ainda hoje nos centros tradicionalistas – as técnicas de produção de utensílios da caça e pesca, as facas de pedra, anzóis de ossos, o cultivo de lavouras pelos primeiros agricultores nativos a produzirem os produtos consumidos atualmente e, principalmente, a capacidade de adaptação ao espaço geográfico e ambiental disponível.

Enfim, a arqueologia comprova que estes grupos primitivos possuem uma trajetória histórica e cultural longa e por esta devem ser respeitados. Mais tarde, os colonizadores europeus – independentes da época em que vieram para a região – aproveitaram-se das técnicas destes povos “primitivos” para sobreviver.

Marina Amanda Barth
Historiadora e Arqueóloga
Assistente de Pesquisa Arqueológicas Cepa/Unisc
Mestre em História – Unisinos

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Em tempo https://celestedummer.com.br/em-tempo/ Sun, 15 Feb 2015 22:57:39 +0000 http://celestedummer.com.br/web/?p=602 Estudos, pesquisas, opiniões e estatísticas apresentam, citam, comentam, questionam, confirmam ou desmentem erros, falhas, fracassos, retrocessos ou negligência na educação brasileira. Procuram-se responsáveis ou culpados....

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Estudos, pesquisas, opiniões e estatísticas apresentam, citam, comentam, questionam, confirmam ou desmentem erros, falhas, fracassos, retrocessos ou negligência na educação brasileira. Procuram-se responsáveis ou culpados. Falta assumir responsabilidade.

No momento, ouve-se falar em sustentabilidade. De qual segmento? Educação. A partir da educação dos que são chamados de o futuro do País. Mais precisamente, os responsáveis pelos futuros cidadãos ou os cidadãos do futuro: os pais. A presença e participação efetiva da família na educação e formação da criança assegura um futuro promissor e aumenta a probabilidade de sucesso na aprendizagem e convivência social.

Se esse é um grande problema, qual é a solução? Quem precisa construir as alternativas? Quem tem a resposta?
Parece que o momento crítico na educação, ensino e aprendizagem precisa de um “pós scriptum”, um “em tempo” para explicar, esclarecer, tirar dúvidas, redirecionar e construir um novo trabalho: educação para os pais.

Na lista de tarefas destinadas aos pais que decidem ter filhos há uma série de atitudes que não podem ser terceirizadas, ou seja, eles precisam assumir a responsabilidade de educar as crianças. Precisam ensinar os filhos a aprender, cobrar responsabilidade e ações coerentes. Pais que não cobram são pais que não ensinam. Dar-lhes mais que precisam para poupá-los de angústias e sofrimentos transforma-os em desastrados e incapazes de aprender a fazer. A felicidade é conquista pessoal, esforço, trabalho, criação.

Com muita paciência e dedicação (ao outro) os pais não devem esquecer os valores mais importantes da educação sustentável: meritocracia, relação custo-benefício, aprender a aprender, religiosidade, gratidão pragmatismo, disciplina e responsabilidade. Querer que o outro (o filho) seja uma pessoa melhor, que faça melhor.

Cidadãos melhores se formam com cidadania familiar que inclui cumprimento de deveres e obrigações. Estudar é um dever. Respeitar colegas e autoridades é um dever. Não faltar às aulas e participar das atividades em sala são deveres.

Os delinquentes sociais nada mais são que os folgados familiares que praticam na sociedade os abusos que já faziam em casa.

Todo o cuidado, esforço, dedicação, trabalho e aprendizado habilitam o jovem para lidar com frustrações e escolher seus caminhos. Preparam para uma convivência saudável e relacionamento social na profissão que abraçou. Formam cidadãos que têm consciência que felicidade, sucesso e bem estar não são herança; são conquistas pessoais.

Em tempo: “os que mais precisam de educação são os pais”. Içami Tiba.

Hilário Wasen
Professor da Rede Pública Estadual

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A Ideologia Alemã https://celestedummer.com.br/a-ideologia-alema/ Fri, 23 May 2014 11:39:11 +0000 http://celestedummer.com.br/web/?p=507 Trata-se do livro de Marx e Engels, ”A Ideologia Alemã“ datada de 1847, e nos coloca os princípios do materialismo histórico e do socialismo científico...

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Trata-se do livro de Marx e Engels, ”A Ideologia Alemã“ datada de 1847, e nos coloca os princípios do materialismo histórico e do socialismo científico através das necessidades para poder produzir. Aí começa sua luta para diminuir a jornada de trabalho na busca do descanso., para não dizer ociosidade.

“… a existência de um primeiro pressuposto de toda a existência humana e, portanto, de toda a história, a saber, que os homens devem estar em condições de poder viver a fim de >fazer história>. Mas, para viver, é necessário antes de mais nada comer, beber, dormir, vestir, abrigar-se. Para os homens se manterem vivos, necessitam satisfazer as necessidades primárias e secundárias e dentre elas necessariamente estará o lazer e de forma contemporânea o turismo”. Esses são pontos que apesar de não constar na literatura de Marx, foram de uma forma ou outra por ele sinalizado.

Ao abordar a sociedade comunista, comenta a necessária liberdade de escolha pelas atividades de trabalho e atividades de lazer.

“Na sociedade comunista, porém, onde cada indivíduo pode aperfeiçoar-se no campo que lhe aprouver, não tendo por isso uma esfera de atividade exclusiva é a sociedade que regula a produção geral e me possibilita fazer hoje uma coisa, amanhã outra, caçar de manhã, pescar à tarde, pastorear a noite, fazer crítica depois da refeição, e tudo isto a meu bel-prazer, sem por isso me tornar exclusivamente caçador, pescador ou crítico” (Marx, 1976: 41).
A sociedade capitalista possui uma tendência em universalizar seus pensamentos segundo o interesse da classe dominante. Nesse sentido, Marx delimita de forma concreta o seguinte pensamento:

“Os pensamentos da classe dominante são também, em todas as épocas, os pensamentos dominantes, ou seja, a classe que tem o poder material dominante numa sociedade, é também a potência dominante espiritual. A classe que dispõe dos meios de produção material dispõe igualmente dos meios de produção intelectual; de tal modo que o pensamento daqueles a quem são recusados os meios de produção intelectual está submetido igualmente à classe dominante. Os pensamentos dominantes são apenas a expressão ideal das relações materiais dominantes concebidas sob a forma de ideias e, portanto, a expressão das relações que fazem de uma classe, a classe dominante; dizendo de outro modo, são as ideias do seu domínio”. (Marx, 1976: 55 e 56)

O primeiro fato histórico é, pois a produção dos meios que permitem satisfazer essas necessidades, a produção da própria vida material, tanto hoje como há milhares de anos, executar dia a dia, hora a hora, a fim de manter os homens vivos” ( Marx, 1976: 33).

Guido Kaercher

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Patrimônio cultural: perder para valorizar? https://celestedummer.com.br/patrimonio-cultural-perder-para-valorizar/ Sat, 17 May 2014 15:23:13 +0000 http://celestedummer.com.br/web/?p=505 Patrimônio são os bens de um individuo, ou de uma entidade, conquistados no decorrer de sua existência ou por herança. Todo individuo zela por seu...

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Patrimônio são os bens de um individuo, ou de uma entidade, conquistados no decorrer de sua existência ou por herança. Todo individuo zela por seu patrimônio, pois valoriza a história de conquistas em respeito às gerações antecessoras. Ao atribuir valor sentimental a alguma ferramenta ou móvel, registros fotográficos de momentos em família ou objetos que lembram bons momentos, elevamos o objeto à categoria de patrimônio material devido às lembranças às quais nos remetem, fazendo transcender para o tempo passado. O mesmo ocorre ao escutarmos canções antigas ou degustarmos a comida preparada pelos avós que trazem sentimentos e emoções: da simples contemplação do momento ou ainda a tranquilidade do aconchego que tínhamos no passado. Esses sentimentos atribuídos às canções e à comida da vovó fazem deles patrimônio imaterial.

O conceito de patrimônio no contexto familiar ou comunitário igualmente está diretamente ligado ao valor sentimental da comunidade atribuído ao bem. Os bens reconhecidos como patrimônio por uma comunidade podem ser preservados via inventário – lista de bens patrimoniais (que permite intervenções futuras) – ou por intermédio de tombamentos. Estas ações de proteção podem ocorrer nos três níveis governamentais dependendo da relevância histórica, artística ou cultural para a sociedade.

Em nível federal pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – citamos a Igreja Matriz de Santo Amaro (fundada em 1787), o Fortim e Armazém de Viveres (1752) que resguardavam e abasteciam a região durante período colonial brasileiro.

Pelo IPHAE – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado – a Antiga Escola Militar de Rio Pardo (atual Centro Regional de Cultura) possibilitou a formação de estudantes como Getúlio Vargas e Eurico Gaspar Dutra que se destacaram no cenário da política nacional.

Em nível municipal, o COMPHAC – Conselho do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural – o tombamento do túmulo de Phillip Limberger (Dona Josefa) por iniciativa do poder legislativo, a residência Wild Ferraz (Centro) e a Igreja Imaculada Conceição (Dona Josefa).

A Lei Nº 2711 de outubro de 2005, “Institui os procedimentos de tombamento para a proteção do patrimônio cultural do município e dá outras providências” e intitula bens Tombados a nível municipal os bens com “inscrição no Livro de Tombo dos bens mencionados declara sua condição de parte componente do Patrimônio Cultural do município para os efeitos previstos na presente Lei(…)”

A forma mais eficaz de preservação do patrimônio material e imaterial de uma comunidade é aquela em que os cidadãos reconhecem seus bens de valor histórico, arquitetônico ou paisagístico como parte de sua formação cultural, zelando por ele naturalmente, sem a intervenção das autarquias via tombamento.

Uma edificação antiga só por sua “idade” tem sua história. Ela foi criada para um determinado fim: econômico para atender o mercado local, inserido em contexto regional; residencial para servir de lar a uma família que viveu neste contexto social e deixou seus registros. O que a transforma em bem patrimonial com relevância histórica, arquitetônica é a comunidade local que a identificada e elege através da lembrança e memórias.

No decorrer dos últimos anos, edificações na área urbana e rural estão desaparecendo da geografia do Município de Vera cruz, causando desconforto na comunidade. Lamentavelmente, a comunidade convive com a saudade da perda das memórias que estes locais proporcionavam outrora. É necessário perder para valorizar? Para evitar mais perdas, bom seria escutar o desejo e apelo da comunidade, respeitando a memória e história dos munícipes.

Marina Amanda Barth

Historiadora e Arqueóloga
Assistente de Pesquisa Arqueológicas Cepa/Unisc
Mestre em História – Unisinos

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Eleições do CPERS https://celestedummer.com.br/eleicoes-do-cpers/ Thu, 08 May 2014 21:07:08 +0000 http://celestedummer.com.br/web/?p=494 Os professores da Rede Pública Estadual do RS e o Sindicato que os reúne são conhecidos pelas greves, paralisações, reivindicações, protestos, panfletagem, enfrentamento e confronto...

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Os professores da Rede Pública Estadual do RS e o Sindicato que os reúne são conhecidos pelas greves, paralisações, reivindicações, protestos, panfletagem, enfrentamento e confronto com governantes insensíveis, persistência e insistência na defesa de melhores salários (pagamento do piso nacional), nomeação de concursados, melhores condições de trabalho, plano de carreira e ensino de qualidade para as crianças gaúchas.

Também são conhecidos pela união da categoria, pelas assembleias com 18.000 professores no Gigantinho, pelas conquistas em décadas passadas, os poucos avanços nos últimos anos e as dificuldades encontradas para negociar com governadores e autoridades. As reivindicações não passam da porta do Palácio, enquanto outras categorias circulam pelos corredores e sentam à mesa para negociar. E ganham.

É, também, o CPERS Sindicato que sempre pregou a cooperação e esclarecimento dos sócios, zelou pela realização de eleições e a organização dos professores em núcleos para assegurar a participação dos filiados.

Novamente, o CPERS prepara eleições. Novamente organizam-se chapas para a disputa. Novamente, os professores são chamados para votar e precisam ficar atentos para as mudanças necessárias diante da realidade social, política e econômica do RS e do Brasil. Novamente precisam escolher entre as propostas apresentadas.

Convém salientar que o Sindicato e seus filiados precisam acompanhar as mudanças nas relações de trabalho e para isto deveriam: evitar os radicalismos; identificar ou construir novas formas de negociação; construir alternativas plausíveis; evitar intransigências; identificar e definir prioridades; resgatar a união, autoestima, respeito, a importância e a consideração com a categoria.

Fundamental, também, é incluir as famílias (pais ou responsáveis) em toda esta estratégia e luta para a valorização do professor e a garantia de qualidade do ensino nas escolas públicas do RS. Precisa a presença física dos pais, o contato com os filhos e professores. Esta tarefa faz parte da pesada responsabilidade de educar para a vida. Ensinar e dar o exemplo para a convivência com as leis, com o País, com a comunidade, a ordem, a disciplina, o livre arbítrio, a força pessoal e a importância do estudo e conhecimento para a formação de cidadãos úteis e felizes.

É consenso em todo mundo que “fora da educação não há salvação.” Assim, fica difícil entender que as famílias aceitem que seus filhos estudem em escolas sofríveis, recebam educação medíocre e sejam orientados por mestres desprestigiados, ignorados, desrespeitados e mal remunerados.

Os professores não podem fugir da responsabilidade de ensinar e construir ensinamentos com seus alunos. Os professores não podem ser hipócritas ou ingênuos e assumir toda a carga de problemas e soluções para uma sociedade que terceiriza responsabilidades.

Hilário Wasen
Professor de Geografia da Rede Pública e Orientador Educacional.

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Atos de preservação https://celestedummer.com.br/atos-de-preservacao/ Sun, 04 May 2014 03:01:37 +0000 http://celestedummer.com.br/web/?p=445 Entre as várias formas de preservação da nossa história estão a Educação Patrimonial, o Inventário e o Tombamento. Entre os citados, Tombamento é ato de...

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Entre as várias formas de preservação da nossa história estão a Educação Patrimonial, o Inventário e o Tombamento. Entre os citados, Tombamento é ato de preservação mais polêmico, porém é o que nos permite admirar e ter orgulho das Ruínas de São Miguel na região das Missões – tombado pelo IPHAN e reconhecido como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO em 1983 – da Vila de Santo Amaro em General Câmara (uma das primeiras vilas açorianas do Rio Grande do Sul de meados do século XVIII com 14 prédios históricos tombados em nível federal). Também lá estão restaurados a Igreja Matriz de 1787, o Fortim e o armazém de víveres construído em 1752 que resguardavam e abasteciam a região.

Outro exemplo é o Município de   Rio Pardo que   também preserva sua história na fabulosa Rua da Ladeira, nos exuberantes sobrados da cidade histórica.

Em Vera Cruz – para citar um exemplo próximo – a Igreja Imaculada Conceição que em sua simplicidade foi construída pelos primeiros imigrantes germânicos e suas famílias em três etapas, demonstrando a persistência de valores e de fé.

Para valorizar a história e as riquezas culturais dos diversos grupos humanos que ocuparam o espaço onde vivemos é que foi criada a lei de preservação e de tombamento que significacolocar sob a proteção do Município, Estado ou União os bens móveis ou imóveis e seus entorno que tenham valor histórico, arqueológico, artístico, arquitetônico e ou cultural.

O ato de tombamento pode ocorrer a pedido da comunidade, do proprietário do bem a ser tombado ou por indicação dos Conselhos do Patrimônio, em nível Municipal COMPHAC (Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural), em nível Estadual pelo IPHAE (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado) e em nível Federal pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), dependendo de sua importância e relevância histórica para a comunidade.

De acordo com a Legislação Federal Decreto Lei n 25, de 30.11.1937, artigo 17 “As cousas tombadas não poderão, em nenhum caso, ser destruídas, demolidas ou mutiladas, nem, sem prévia autorização especial do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional serem reparadas, pintadas ou restauradas, sob pena de multa.” Vigora esta lei também para os bens   sob proteção municipal e estadual caso em que os proprietários devem pedir autorização para os devidos Conselhos de Patrimônio que possuem leis de Tombamento próprias.

Desta forma, o tombamento não acarreta a perda da propriedade. O bem tombado continuará no domínio de seu dono, embora com restrições ao exercício do direito de propriedade, visando à preservação de suas características arquitetônicas de valor histórico. Podendo o dono usufruir do bem, alugá-lo ou mesmo vende-lo. Porém os próximos que fizerem uso do mesmo deverão cumprir e usufruir do patrimônio da mesma forma que o antigo proprietário preservando suas características originais e sem alterações de suas estruturas mantendo o bem em perfeitas condições.

Por ser uma lei que restringe as atividades do dono e condiciona responsabilidade de proteção e preservação para o mesmo é que as autarquias públicas IPHAN e IPHAE recomendam cautela no ato de tombar, pois o mesmo pode produzir efeito contrário, caso o proprietário não tenha poder aquisitivo suficiente ou não consiga junto ao órgão público responsável   realizar o restauro. A obra pode ser realizada via captação de recursos através de projetos de restauro enviados ao Ministério da Cultura.

Os restauros são realizados de acordo com as normas e técnicas de preservação estipulados pelas autarquias competentes. São efetuados por especialistas nos mínimos detalhes para preservar e resgatar a história do local desde a escavação arqueológica, a pintura original do prédio e recuperação de peças da arquitetura original   que compõem a obra maior do projeto. As autarquias ainda destacam que durante o levantamento de dados para efetuar   tombamento e na elaboração do projeto e realização do restauro é imprescindível a presença da interdisciplinaridade composta por arquiteto, historiador, antropólogo, arqueólogo – entre outros –  a fim de compor e executar o objetivo de preservação, resgatando não somente a arquitetura e a história do local, mas também a relação e importância do mesmo para a sociedade no passado e no presente.

Somente desta forma teremos bens realmente preservados como os exemplos citados no início e, principalmente, com a presença constante da educação patrimonial a qual consiste em chamar a atenção da comunidade a voltar seus olhos e coração para a preservação de sua história e memória.

Marina Amanda Barth
Historiadora e Arqueóloga
Assistente de Pesquisa Arqueológicas Cepa/Unisc
Mestre em História – Unisinos

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Patrimônio Cultural https://celestedummer.com.br/patrimonio-cultural/ Sun, 04 May 2014 03:00:03 +0000 http://celestedummer.com.br/web/?p=443 Patrimônio Cultural parece o tema do momento. Aparece em notícias de jornal, é citado como meta e projeto de governo na administração pública de muitos...

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Patrimônio Cultural parece o tema do momento. Aparece em notícias de jornal, é citado como meta e projeto de governo na administração pública de muitos municípios, de estados e da União. Rende destaque para gestores públicos e dinheiro para a concretização de planos de ação, divulgação, conservação e restauro de bens. O que é, então, patrimônio cultural?

Patrimônio – etnologicamente – significa “herança paterna”, riqueza comum que nós humanos vamos passando de geração a geração e a ela atribuímos valores sentimentais ou econômicos.

A cultura é a ação do homem, seu  “modo de fazer, criar e viver”   que resulta na  produção do saber, arte, folclore e costumes de um povo. Inclui conhecimentos, construções arquitetônicas, artes, moral, leis, hábitos e qualquer outra manifestação de vida de um povo e sua história. Essas manifestações são a identidade de uma sociedade e exprimem sentimentos manifestados pelo bem comum de valor humanístico indiscutível.

A Constituição Federal brasileira estabelece no artigo 216 que “constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referencia a identidade, a ação, a memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem: I. as formas de expressão; II. Os modos de criar, fazer e viver; III. as criações científicas, artísticas e tecnológicas; IV.  as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados as manifestações artístico-culturais; V. os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e cientifico.”

A Constituição ainda destaca que a preservação desses bens materiais e imateriais deve ser feita por meio de atos de proteção: “por meio de inventários, registros, vigilância, tombamento e desapropriação, e de outras formas de acautelamento e preservação”.

As ações de preservação, proteção e fiscalização cabem aos órgãos públicos competentes IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, IPHAE – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado e as Secretarias Municipais de Cultura ou Conselhos Municipais do Patrimônio e, por fim, ao Ministério Público caso os primeiros não zelem pelo bem patrimonial.

No entanto, a maior responsável pelo patrimônio cultural é a sociedade, pois é ela a responsável pela criação do mesmo ao longo de sua história.

Diante desta constatação, todos deveriam preocupar-se com a importância de difundir entre os habitantes do município o cuidado, o zelo, a conservação dos bens matérias ou imateriais que têm uma marca histórica para os munícipes.

Marina Amanda Barth
Historiadora e Arqueóloga
Assistente de Pesquisa Arqueológicas Cepa/Unisc
Mestre em História – Unisinos

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Importância do historiador e do arqueólogo https://celestedummer.com.br/importancia-do-historiador-e-do-arqueologo/ Sun, 04 May 2014 02:58:02 +0000 http://celestedummer.com.br/web/?p=441   O historiador é o profissional que estuda o homem em seus diversos momentos históricos desde o período pré-colonial até o contemporâneo. Como ferramentas de estudo...

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  O historiador é o profissional que estuda o homem em seus diversos momentos históricos desde o período pré-colonial até o contemporâneo. Como ferramentas de estudo faz uso de fontes históricas, as quais podem ser escritas (documentos, fotos, mapas), orais (relatos de quem acompanhou fato histórico) ou em forma de objetos deixados pelo homem.  No decorrer de sua vida acadêmica, o historiador desenvolve técnicas de estudo de fontes históricas, onde aprende a indagar as fontes de pesquisa:  por quem, quando e onde foram produzidas. Essas informações estão diretamente ligadas no ato da elaboração do documento da pesquisa. O olhar crítico sobre o documento e o contexto historiográfico são de suma importância para o historiador relatar o momento histórico estudado por ele. Esta crítica à fonte é uma das diferenças entre o historiador fruto da academia e o amador.

Como mencionado, o historiador – por diversas vezes – possui como fonte os objetos deixados pelo homem. Neste caso, o arqueólogo é o profissional que atua na localização, identificação e interpretação das fontes materiais. As duas ciências – interdisciplinarmente – procuram a resposta para o tema estudado. Quando as fontes escritas são raras, a arqueologia auxilia os historiadores na solução dos problemas propostos pela pesquisa. As fontes escritas produzidas por alguém, com interesse próprio ou coletivo em determinada época, devem ser indagadas. Já os restos, vestígios deixados pelo homem comprovam quando, como e onde habitava.

Para refletirmos, menciono um exemplo que remete a importância das pesquisas históricas e arqueológicas efetuadas em Vera Cruz e Vale do Rio Pardo – pelo Museu Colégio Mauá e CEPA/UNISC – desde a década de 1966 até o ano de 2008.

Neste percurso de importantes e intensas pesquisas desenvolvidas pelo Museu Mauá foi localizada a redução Jesus Maria no Município de Candelária.  Esta redução da primeira fase jesuítica, fundada pelo padre jesuíta Pedro Mola, em novembro de 1633, e destruída pelo bandeirante paulista Raposo Tavares em 1636.

O mesmo sitio arqueológico foi tema de dissertação de mestrado de Pedro Augusto Mentz Ribeiro, fundador do Centro de Ensino e Pesquisas Arqueológicas da Universidade de Santa Cruz do Sul. O pesquisador estudou com afinco os vestígios, recebendo aprovação da banca examinadora da PUC/RS.

Estas pesquisas históricas e arqueológicas disponibilizaram para o meio acadêmico e comunidade duas publicações científicas e artigos no jornal Gazeta do Sul na época.

Nos últimos anos, vem sendo efetuados passeios ciclísticos, cavalgadas e atos litúrgicos em Linha Tapera, interior de Vera Cruz, enfatizando que nesta localidade estaria localizada a sepultura do Pe Jesuita Cristóvão de Mendonza y Orellana e a redução Jesus Maria.  Atualmente, as pesquisas realizadas pelo Mauá e CEPA ganham novamente importância para a comunidade vera-cruzense.  Pois são elas que garantem a presença de sítios arqueológicos tupiguarani na região e a comprovação da redução Jesus Maria em Candelária. Sendo equivocada a criação de Parque Cultura Histórico e Ecológico na localidade de Linha Tapera por motivos históricos.

Vale lembrar que o discurso sem provas de fontes históricas, prática e experiência na área da ciência histórica ou arqueológica são inconsistentes.

Fica aqui um exemplo que o passado faz parte do nosso presente e que a academia através de seus profissionais repercute na sociedade. A influência dessas ciências esáa presente em cada momento de nossas vidas, pois fizemos história e deixamos os registros em todos os espaços por onde passamos. Nossas marcas permanecem!

As pesquisas acadêmicas influenciam na vida da sociedade? A quem devemos dar importância a ciência ou a apologia?  Estas indagações fazem sentido neste momento

Marina Amanda Barth
Historiadora e Arqueóloga
Assistente de Pesquisa Arqueológicas Cepa/Unisc
Mestre em História – Unisinos

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